terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Sinceramente, ontem foi O dia das lições de vida!

1º nas Muriçoquinhas. Eu lá, resmungando por causa da dor no pé, e reclamando porque não estava fazendo as coisas da maneira que eu gostaria. De repente, passa a tal criança. A cadeirinha sendo empurrada pela mãe. A julgar pela aparência das duas, (o que é apenas uma inferência), não tinham grandes condições financeiras. A garotinha estava fantasiada de fadinha, com um chapéu de cone e uma varinha feita com isopor na mão. Meu primeiro choque foi notar que a menininha não tinha as duas pernas e ainda assim estava com o maior sorriso do mundo, balançando os bracinhos e cantando na maior animação: ♪Doce, doce, doce, a vida é um doce...♪

Pois é... aquela criança sabia que apesar de todos os problemas da vida ela tem um lado doce... e eu, me pegando nas coisas amargas. A vida sempre nos dá zilhões de motivos pra sorrir e a gente reclamando. A nossa família, que pode até não ser perfeita, mas é saudável, é viva, é presente. Quantas pessoas padecem com os familiares nos leitos de hospitais, quantas crianças vivem abandonadas nas ruas, nos abrigos, e tudo o que queriam era um pai ou uma mãe que lhes desse broncas, ou um irmão chato pra implicar.
Os nossos amigos, que apesar de às vezes termos vontade de quebrar o pescoço, estão ao nosso lado quando caímos e nos ajudam a levantar. Nos fazem sorrir, e trazem grandes diversões.
No meu caso, a dor no pé. Vendo aquela garotinha, a primeira coisa que eu fiz foi agradecer a Deus pela dor. Porque pelo menos eu tinha o pé para doer, enquanto outros dariam tudo pra estar sentindo essa dor.
E principalmente, porque eu estava ali, brincando, me divertindo, com um problema ou outro mas saudável e com vida. Enquanto outros, da minha idade e até mais novos, lutam pela sua vida num hospital. Eu tinha certeza que ia voltar pra casa, encontrar minha cama quentinha, dormir e acordar feliz hoje. Muitos não sabiam se iriam acordar. Outros não sabia sequer se teriam onde dormir.

Bom... continuando.

2º foi via facebook. Talita Pita compartilhou uma imagem com um texto muito reflexivo. Eu avisei que me traria horas de pensamentos e um texto no blog....
Eis o texto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2410502880658&set=p.2410502880658&type=1&theater

Bom... isso nos leva a pensar exatamente na mesma coisa. As alegrias da vida são como a folha em branco, e os problemas como o ponto. A folha em branco é tão grande, e o ponto tão ínfimo. Mas, sempre concentramos nossas atenções no ponto, e todas as coisas que acontecem ao redor dele ficam esquecidas.
Às vezes, os pontos aparecem em determinados locais da folha pra nos forçar a voltar atenção para outro lugar. Infelizmente, não temos essa consciência. Nesse outro lugar acabam acontecendo coisas maravilhosas que nós perdemos por não prestar atenção, e estar presos aos problemas.

Para todo problema existe uma solução. Pode ser que a gente não enxergue de imediato, mas ela existe.
As pessoa também costumam pensar que todos os problemas acontecem de uma só vez (me incluo nesse meio). Mas, não entendem que quando estamos mergulhados nos problemas atraímos as coisas ruins. As pessoas que querem nos ver mal sentem a nossa fraqueza de longe, assim como um tubarão sente o cheiro de um gota de sangue a 300m de distância.

A garotinha e o texto me ensinaram que precisamos nos desligar dos pontos, tentar ficar bem, olhar em volta e ver os milhões de motivos que temos para sorrir e agradecer a Deus. E aí sim, todas as coisas boas virão!

Reflitam!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Uma vez me falaram que o oposto de amor era ódio.
Aí, eu cresci e descobri sozinha que o contrário do amor não é o ódio mas, a indiferença.
Quando eu falo em amor, não é no sentido LITERAL da palavra afinal, ninguém consegue ser indiferente tendo amado alguém DE VERDADE.
Eu falo de amor como gostar, ter apreço... essas coisas.
Mas, ainda assim.. é complicado ser indiferente nesses casos.
Ser indiferente é não se importar se essa pessoa existe. É quando a presença dela não faz a menor diferença. É quando não interessa se ela está ali do seu lado ou do outro lado do planeta.

Pior do que a indiferença, é o desprezo.
É você ver alguém que, de certa forma, representou algo pra você, virar a cara e sair. E pior, deixar esse alguém perceber que você viu.
Quando as coisas estão bem e você simplesmente não querer que elas continuem assim.

Eu já estive dos dois lados da situação. Já fui ativo e já fui passivo. E, quer saber?
Às vezes, dói muito mais em quem fez do que no outro.

Pensem nisso!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Orgulho...

Aquele momento que você tem que decidir entre a maturidade e o orgulho. E você opta pela maturidade. Às vezes o orgulho nos prende no mesmo lugar e nos impede de dar passos ao alcance da felicidade!
Optar pela maturidade não é fácil. O orgulho não deixa de existir. Mas, você engole uma BOLA do mesmo e toma a decisão mais sensata.

Esse muído todinho só pra falar de perdão. Todo mundo na vida comete erros. E, por maiores que eles pareçam aos nossos olhos, não podemos julgar o ser errante. Não sabemos quando estaremos no lugar dele.
Decidir perdoar alguém que nos fez mal é passar por cima das mágoas, das feridas e seguir em frente.
Mas, pedir perdão a quem magoamos, e ainda mais, a quem nos magoou, é vencer esse orgulho. É acreditar que os benefícios (não falo de coisas materiais) que essa pessoas possa lhe oferecer é maior do que qualquer mágoa.

Estaria sendo extremamente hipócrita em dizer que não sou orgulhosa, (e, eu odeio hipocrisia). Sou, e muito! Mas, hoje, eu decidi vencer uma dessas minhas mágoas e voltar a estar 'de bem' com uma pessoa que foi muito especial um dia. Mas, que alguns mal entendidos e um pouquinho do tempero de ruindade das pessoas, afastou de mim.

Hoje, é como se eu tirasse um peso de dentro de mim. Uma coisa a mais pra me alegrar. Um passo a frente rumo à felicidade. Não, não estou dizendo que eu não seja feliz, porque eu sou, e muito. Só estou dizendo que, a cada dia, eu me livro de coisas que tentam estragar essa felicidade.

Pratiquem o perdão. Vençam o orgulho. Orgulho mata. Porque... talvez, no dia resolvermos vencê-lo, seja muito tarde e, o perdão daquele outro não mude nada na vida dele.
Orgulho mata, e mata engasgado.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Guerras Mentais


Eu odeio quando meus dois 'eus' travam um conflito dentro da minha mente.
Bom é que elas escolhem justamente a hora que eu tô indo dormir pra começar a 'discutir'.
Acho que é por que é a hora que minha cabeça tá vazia. Longe dos acontecimentos do dia-a-dia. Mas, aí, quem disse que eu consigo dormir?

Duas metades de mim gritando pelos seus ideais. Aquilo que eu quero versus aquilo que eu penso.
Parece uma guerra de verdade, e eu mal consigo ouvir meus próprios pensamentos.
É como se duas pessoas estivessem gritando ao mesmo tempo e eu tivesse que decidir qual está certa.

É muito ruim quando aquilo que você quer é diferente daquilo que você acha certo. Fica sempre aquela dúvida, aquela incerteza, aquela indecisão...
E, mais uma vez, você decide pelo que você pensa ser certo.

E aí, vêem os sonhos.... e dos sonhos ninguém pode fugir...
E nos sonhos acontecem todas aquelas coisas que você queria que acontecesse e não assume pra você mesmo...

Devia ser proibido sonhar depois que seu cérebro travasse esse tipo de batalhas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Caminhos


Às vezes, a gente tem que escolher entre o caminho mais fácil e o caminho certo.
Tendemos a escolher o caminho fácil pois, o caminho certo tende a ser turbulento e, geralmente, não é o caminho que DESEJAMOS seguir.

O caminho fácil é lindo. Assim como os tijolos amarelos que levaram Dorothy à Terra de Oz. Cheio de campos, jardins, lagos. Mas, ao fim dessa estrada, não existe um Mágico pronto pra atender nossos pedidos. E sim, um poço fundo e de paredes escorregadias.
Diferente do caminho certo, o caminho fácil tem tudo para atrair sua atenção e desvia seus olhos das pedras do caminho. Acontece que, na primeira topada, caímos direto no tal poço. Ficamos esperando aqueles que nos aconselharam ir por esse caminho nos estender a mão e nos tirar de lá. Mas, nenhum aparece, pois os falsos amigos somem como num 'click' no primeiro sinal do nosso fracasso.

O caminho certo é cheio de pedras, de buracos e de espinhos. Mas, nos leva àquilo que alguns chamam de "Além do Arco-Íris". Estamos muito atentos a cada um dos possíveis tropeços quando seguimos por este caminho, e as topadas são mais difíceis de nos levar ao chão.
Além disso, os que nos aconselharam seguir pelo caminho certo, são nossos verdadeiros amigos e, estão ao nosso lado, nos apoiando e nos segurando pra que a gente não caia.

Escolha o caminho certo! Com toda certeza te levará à um final mais bonito.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Barca


Quando eu era criança, com uns 5 ou 6 anos, fui num parque de diversões com minha tia. Inventamos nós de ir naquela "barca" que tem uma cabeça de águia. Pra quê? O pânico tomou conta, comecei a gritar desesperadamente e pedir que parassem pra eu descer.
O carinha que 'pilota' o brinquedo teve a bondade de parar e deixar que a gente descesse.
Passei anos e anos da vida sem entrar numa coisa dessas.

Às vezes, nos deparamos com algumas situações na vida que temos o mesmo desejo: parar o mundo e descer. Só que, não existe uma pessoa controlando o mundo e que possa parar toda vez que nos julgarmos incapazes de controlar a situação.

Depois de muitos anos, já na adolescência, com uns 13 ou 14 anos, eu criei coragem e encarei a barca outra vez. Foi uma sensação maravilhosa. ADOREI! Sabe uma sensação de liberdade? Parecia que eu tava voando.
Foi quase como uma superação de um trauma do passado.

De forma análoga, hoje, consigo enfrentar alguns problemas da mesma maneira. Alguns problemas que me fazia querer parar o mundo, me desesperava, chorava e arrancava os cabelos, hoje são encarados de forma tranquila, como se tudo tivesse sido superado.

Claro que novos problemas surgem, e ainda tenho vontade de parar o mundo quando me vejo diante deles. Mas, eu tenho a certeza que, no futuro, todos eles vão ser superados.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Muna Barreto


Hoje é o aniversário de uma pessoa por demais especial: minha prima Bruna Porto Barreto.
Aí, vai ter aquele que vai dizer: "É especial porque é da família." e eu vou ter que dar a mesma resposta de sempre: "Não! O grau de parentesco é bem pequeno, primas de 3º grau. É especial porque o que nos une não são as gotinhas de sangue Barrêto que correm nas nossas veias mas, uma grande amizade."

Tá bom que existem aquelas velha diferenças: a idade, os gostos, os estilos e o temperamento (as vezes, né?), mas é isso que faz com que sejamos tão próximas. Somos tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão parecidas que conseguimos nos entender muito bem.
Fora também o fato de morarmos longe. Mas, sempre que possível, não medimos esforços pra nos ver. Nem que seja um almoço, uma ida ao trabalho, uma manicure e uma rápida visita ao shopping.

Minha prima-amiga me ensinou muita coisa.
Quando eu era criança, que ela brincava de boneca comigo (em geral EU era a boneca, mas abafa).
Quando eu cresci um pouquinho e ela passava horas lendo pra mim.
Quando eu já era 'grande' e ela me ensinou a tomar TEKILA!
E todos os dias que se seguiram, em qualquer conversa, onde ela tenta mostrar o melhor caminho pra seguir, mesmo que eu não queira ir por ele.
Ela me ouve, me aconselha, briga comigo, me defende das cunhadas más, me leva pra passear, me embebeda, dança comigo, me dá bronca, faz chantagem emocional...

Por mais que as coisas mudem, que o tempo passe, que novas responsabilidades surjam, a gente sabe que, de alguma forma, sempre daremos um jeito de nos encontrar. E por mais que o tempo que passamos juntas seja curto, eu sei que é especial.

Querida prima, Feliz Aniversário! Desejo que todas os seus sonhos sejam realizados.
Um dia cheio de alegrias e, uma excelente festa pra você (um dia você me perdoa porque eu não vou aparecer hoje).

Eu te amo, Muna!