
Sinceramente, ontem foi O dia das lições de vida!
1º nas Muriçoquinhas. Eu lá, resmungando por causa da dor no pé, e reclamando porque não estava fazendo as coisas da maneira que eu gostaria. De repente, passa a tal criança. A cadeirinha sendo empurrada pela mãe. A julgar pela aparência das duas, (o que é apenas uma inferência), não tinham grandes condições financeiras. A garotinha estava fantasiada de fadinha, com um chapéu de cone e uma varinha feita com isopor na mão. Meu primeiro choque foi notar que a menininha não tinha as duas pernas e ainda assim estava com o maior sorriso do mundo, balançando os bracinhos e cantando na maior animação: ♪Doce, doce, doce, a vida é um doce...♪
Pois é... aquela criança sabia que apesar de todos os problemas da vida ela tem um lado doce... e eu, me pegando nas coisas amargas. A vida sempre nos dá zilhões de motivos pra sorrir e a gente reclamando. A nossa família, que pode até não ser perfeita, mas é saudável, é viva, é presente. Quantas pessoas padecem com os familiares nos leitos de hospitais, quantas crianças vivem abandonadas nas ruas, nos abrigos, e tudo o que queriam era um pai ou uma mãe que lhes desse broncas, ou um irmão chato pra implicar.
Os nossos amigos, que apesar de às vezes termos vontade de quebrar o pescoço, estão ao nosso lado quando caímos e nos ajudam a levantar. Nos fazem sorrir, e trazem grandes diversões.
No meu caso, a dor no pé. Vendo aquela garotinha, a primeira coisa que eu fiz foi agradecer a Deus pela dor. Porque pelo menos eu tinha o pé para doer, enquanto outros dariam tudo pra estar sentindo essa dor.
E principalmente, porque eu estava ali, brincando, me divertindo, com um problema ou outro mas saudável e com vida. Enquanto outros, da minha idade e até mais novos, lutam pela sua vida num hospital. Eu tinha certeza que ia voltar pra casa, encontrar minha cama quentinha, dormir e acordar feliz hoje. Muitos não sabiam se iriam acordar. Outros não sabia sequer se teriam onde dormir.
E principalmente, porque eu estava ali, brincando, me divertindo, com um problema ou outro mas saudável e com vida. Enquanto outros, da minha idade e até mais novos, lutam pela sua vida num hospital. Eu tinha certeza que ia voltar pra casa, encontrar minha cama quentinha, dormir e acordar feliz hoje. Muitos não sabiam se iriam acordar. Outros não sabia sequer se teriam onde dormir.
Bom... continuando.
2º foi via facebook. Talita Pita compartilhou uma imagem com um texto muito reflexivo. Eu avisei que me traria horas de pensamentos e um texto no blog....
Eis o texto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2410502880658&set=p.2410502880658&type=1&theater
Bom... isso nos leva a pensar exatamente na mesma coisa. As alegrias da vida são como a folha em branco, e os problemas como o ponto. A folha em branco é tão grande, e o ponto tão ínfimo. Mas, sempre concentramos nossas atenções no ponto, e todas as coisas que acontecem ao redor dele ficam esquecidas.
Às vezes, os pontos aparecem em determinados locais da folha pra nos forçar a voltar atenção para outro lugar. Infelizmente, não temos essa consciência. Nesse outro lugar acabam acontecendo coisas maravilhosas que nós perdemos por não prestar atenção, e estar presos aos problemas.
Para todo problema existe uma solução. Pode ser que a gente não enxergue de imediato, mas ela existe.
As pessoa também costumam pensar que todos os problemas acontecem de uma só vez (me incluo nesse meio). Mas, não entendem que quando estamos mergulhados nos problemas atraímos as coisas ruins. As pessoas que querem nos ver mal sentem a nossa fraqueza de longe, assim como um tubarão sente o cheiro de um gota de sangue a 300m de distância.
A garotinha e o texto me ensinaram que precisamos nos desligar dos pontos, tentar ficar bem, olhar em volta e ver os milhões de motivos que temos para sorrir e agradecer a Deus. E aí sim, todas as coisas boas virão!
Reflitam!
Reflitam!
